Quando tu pisas nesta chama,
que arde em meu peito e inflama,
não acabas com o furor de quem te ama.
Ao contrário!
Espalhas este amor pelo ar seco e trágico
que expiras do teu peito
e consome a vida ao teu redor.
Porque da semente que plantei no teu colo,
de lágrimas que derramei e dores que tive,
surgiram agora apenas campos secos.
Antes que a chuva me mate,
deixarei em ti cinzas e brasas,
pois ninguém pediu para pisares
nesta centelha que criou asas.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário